Mi Buenos Aires Querido

Personalidades argentinas

Biografia de grandes personalidades argentinas, entre elas, Carlos Gardel, Jorge Luis Borges, Juan Manuel Fangio, Eva Perón (Evita), Ástor Piazzolla, Che Guevara, Quino (criador da Malfada) e Diego Maradona. Principais homenagens a cada uma delas na Argentina e no mundo.

Carlos Gardel

Carlos Gardel

Carlos Gardel é o mais genuíno ícone do tango. Foi compositor, intérprete e ator de inúmeras canções e musicais. Com ele, o cadenciado ritmo portenho ganhou uma faceta mais romântica e deu volta ao mundo. Gardel foi um personagem emblemático em vida e sua trágica e prematura morte potenciou o mito, que atravessou vigorosamente todo o século. Ainda hoje continua sendo uma das personalidades mais queridas da Argentina. Seus seguidores costumam dizer que ele "canta cada dia melhor". Biografia «Como é que eu vou cantar palavras que não entendo, frases que não sinto? Existe algo em mim que vibra ao som das palavras que são familiares, que estão profundamente arraigadas no mais íntimo do meu ser; palavras que aprendi em minha infância, que têm o significado de coisas muito nossas, impossíveis de transmitir. Meu idioma, senhores, é o espanhol... ou melhor ainda, o portenho. A pergunta "¿Me quieres?" não contém para mim a emoção que carrega a mesma pergunta portenha "¿Me querés?" Eu só sei cantar em criollo !» (À rádio americana NBC sobre a sugestão de cantar em espanhol neutro, 1934) Carlos Gardel nasceu Charles Romuald Gardes no dia 11 de dezembro de 1890, em Toulouse, França. Filho de pai desconhecido, chegou a Buenos Aires com sua mãe Berthe Gardes quando tinha apenas 2 anos. É interessante notar que sempre existiu controvérsia sobre esses dados já que outras teorias defendem que Gardel era uruguaio e que teria nascido alguns anos antes.O certo é que passou grande parte de sua vida no bairro portenho do Abasto, o que lhe valeu o apelido de "El Morocho del Abasto" ("O Moreno do Abasto"). Teve uma infância pobre e desde cedo viveu de pequenos bicos.Começou a cantar ainda muito jovem com o nome artístico de Carlos Gardel e em 1911 formou uma dupla de música folclórica com o cantor uruguaio José Razzano. O reconhecimento veio em 1914, quando passaram a se apresentar regularmente no prestigioso cabaré Armenonville, em Buenos Aires.No ano de 1917, Gardel e Razzano se tornaram os primeiros intérpretes de tango com a canção "Mi noche triste" , já que na época o tango era somente instrumental. A partir de então, passaram a incluir esse ritmo em seu repertório. No mesmo ano, Gardel protagonizou seu primeiro filme, o mudo "Flor de durazno" ("Flor de pêssego"). Em 1923, se nacionalizou argentino, fazendo jus a outro de seus famosos apelidos: "El zorzal criollo" (algo assim como "sabiá das pampas").No ano da separação da dupla, 1925, Gardel já era popular na Espanha e na França, mas 1927 foi o ano de sua consagração na Europa, alcançando enorme sucesso especialmente em Paris.No começo da década de 1930 foi contratado pela cinematográfica Paramount, protagonizando quatro filmes rodados na cidade de Joinville, França. Em três deles contou com a colaboração do letrista Alfredo Le Pera.Entre 1934 e 1935 conquistou o mercado dos Estados Unidos, onde gravou vários discos, cantou na mítica rádio NBC de Nova York e protagonizou cinco filmes musicais de grande sucesso para a Paramount americana, os quais estenderam ainda mais sua fama.No dia 24 de junho de 1935, Gardel morre no auge da carreira em um desastre aéreo em Medellín, Colômbia, durante uma turnê latino-americana. Não se casou nem teve filhos, mas manteve um amor devocional por sua batalhadora mãe, a quem deixou toda sua herança.Obra discografia Gardel realizou mais de 800 gravações nos seus cerca de 20 anos de carreira. Embora tenha composto a música de alguns de seus tangos (contando com parceiros como Alfredo Le Pera para a composição das letras), grande parte de seu repertório também se baseou na interpretação de tangos de outros compositores. Foram muitos os sucessos que emplacou, especialmente os dos últimos anos como "Mi Buenos Aires querido" , "Por una cabeza", "Volver" e "El día que me quieras" . Filmografia Carlos Gardel participou de 11 filmes no total: dois gravados na Argentina, 4 nos estúdios da Paramount em Joinville, França, e 5 nos estúdios da Paramount em Nova York, EUA.
Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges

Pela perfeição de sua linguagem, a erudição de seus conhecimentos, o realismo fantástico de suas ficções, a universalidade de suas ideias, a beleza de sua poesia, Jorge Luis Borges é aclamado em todo o mundo como um dos melhores escritores do século XX. Seu singular estilo literário parte da interpretação de conceitos como tempo, espaço, destino e realidade, dando vida a reflexões filosóficas essenciais em intrigantes universos povoados por bibliotecas, labirintos e espelhos.Biografia «Que um indivíduo queira despertar em outro indivíduo lembranças que pertenceram nada mais que a um terceiro é um paradoxo evidente. Executar com despreocupação esse paradoxo é a inocente vontade de toda biografia.» (Tradução livre de fragmento do ensaio Evaristo Carriego, 1930) Jorge Francisco Isidoro Luis Borges nasceu em Buenos Aires no dia 24 de agosto de 1899. Desde muito cedo, desenvolveu afeição pela leitura e foi adquirindo uma grande erudição sob influência familiar. Graças à avó paterna inglesa, teve alfabetização bilíngue. Aos 4 anos, já sabia ler e escrever e aos 10 já havia escrito seu primeiro relato e publicado em um jornal local a tradução ao espanhol de um conto de Oscar Wilde.Em busca de um tratamento para a progressiva cegueira de seu pai, sua família se instalou em 1914 em Genebra, Suíça, onde Borges cursou o ensino médio. Em 1919, mudou-se para a Espanha, onde entrou em contato com o movimento ultraísta e colaborou com poemas e crítica literária em diversas revistas. Dois anos depois, regressou a Buenos Aires e participou ativamente da vida cultural da cidade, fundando com outros importantes escritores a revista Proa. Em 1923, publicou seu primeiro livro de poemas, "Fervor de Buenos Aires". Após várias publicações, a consagração veio em 1935 com seu primeiro livro de contos, "História Universal da Infâmia".Para garantir sua subsistência, trabalhou como bibliotecário em Buenos Aires de 1938 a 1946. Nesse ano, porém, Juan Domingo Perón chega ao poder. Como Borges se opunha energicamente ao peronismo, se sentiu obrigado a renunciar e passou a trabalhar durante vários anos como professor de literatura inglesa e como conferencista itinerante. Com a queda do regime peronista em 1955, Borges foi designado diretor da Biblioteca Nacional.Durante esses anos, o escritor inaugurou o universo fantástico de suas narrativas, incluindo dois de seus livros de contos mais reconhecidos, "Ficções" (1944) e "O Aleph" (1949). Também escreveu diversos livros em coautoria com o amigo Adolfo Bioy Casares e com vários outros colegas.Desde a adolescência, Borges começou a padecer a mesma doença que o pai, perdendo quase por completo a visão em 1955. Seguiu adiante ditando palavras, primeiro para a mãe; depois para a aluna, assistente particular, amiga e finalmente esposa, Maria Kodama. Continuou publicando livros dessa forma, sem nunca perder o ofício nem a magia.Borges recebeu importantes distinções das mais prestigiosas universidades e de vários governos estrangeiros, além de numerosos prêmios, entre eles o Formentor, em 1961 (com Samuel Beckett), e o Miguel de Cervantes, em 1979. Por uma ou outra razão, o Prêmio Nobel sempre lhe foi negado.Jorge Luis Borges passou seus últimos dias viajando pelo mundo ao lado de Maria Kodama, vindo a falecer no dia 14 de junho de 1986 em Genebra, cidade de sua primeira juventude. A viúva de Borges é, desde então, a maior divulgadora nacional e internacional da obra do célebre escritor. POEMA AUTORREFERENCIAL "BORGES E EU" (1960)
Juan Manuel Fangio

Juan Manuel Fangio

Chamado carinhosamente de "El Chueco" e de "Maestro" , o legendário piloto argentino Juan Manuel Fangio ostentou durante quase meio século o recorde de haver conquistado 5 campeonatos mundiais de Fórmula 1. Dirigindo em uma época de automóveis e valores diferentes, seu talento e qualidade técnica sempre serão admirados no mundo do automobilismo por ter estabelecido um padrão de excelência que dificilmente será igualado. Biografia «É preciso sempre tentar ser o melhor, mas nunca acreditar ser o melhor.» Juan Manuel Fangio nasceu no dia 24 de junho de 1911 em Balcarce, província de Buenos Aires, Argentina. Filho de uma humilde família de imigrantes italianos, começou a trabalhar em uma oficina mecânica. Além dos automóveis, sua outra paixão era jogar futebol, o que lhe valeu o apelido de "El Chueco " (pernas tortas), que permaneceria ao longo de sua vida.Sua primeira corrida foi no ano de 1934. O simples fato de ter sobrevivido já o tornava um campeão, pois os circuitos argentinos nessa época eram muito precários e perigosos. Mas Fangio demonstrou ser um persistente lutador e se consagrou duas vezes Campeão Nacional Argentino (em 1940 e em 1941). Tinha muita esperança de ir à Europa em busca de glórias ainda maiores, porém a Segunda Guerra Mundial postergou esses sonhos.Em 1947, foi finalmente mandado à Europa com o auxílio financeiro do governo de Perón. Lá, Fangio pôde demonstrar ao mundo toda a sua habilidade. Contrastando com sua figura tímida e sua voz baixa, quando se posicionava detrás do volante ele virava um piloto fora de série, como nunca antes visto.Em meados de 1950, quando teve início a era moderna do Gran Prix com a estreia da Fórmula 1, Fangio pilotava para a Alfa Romeo. Nesse ano, terminou em segundo lugar mas logo ganhou seu primeiro campeonato mundial em 1951. Em 1952, sofreu um grave acidente com um Maserati em Monza, Itália, quando fraturou o pescoço e teve que manter distância das pistas por quase duas temporadas.Em 1954, trocou a Maserati pela Mercedes, o que o ajudou a conquistar seu segundo título mundial, abocanhando sempre as pole positions e ganhando 6 das 8 corridas do campeonato. No ano seguinte, e novamente com um Mercedes, ganhou seu terceiro título mundial. Formava uma dupla sensacional com o colega inglês Sterling Moss.Mas aí veio Le Mans. Fangio só se envolveu indiretamente no acidente que provocou a morte de 81 espectadores em 1955. De qualquer modo, isso marcou uma virada em sua carreira. A Mercedes se retirou do automobilismo e pairava no ar um risco real de que os governos europeus terminassem com a F1 por causa da tragédia.Após passar à Ferrari em 1956, Fangio restaurou a glória da F1, conquistando 6 pole positions em 7 corridas e ganhando 3 delas (nas outras 4 ficou em segundo) para exigir seu quarto, e dizem, melhor, campeonato mundial.Em 1957, abandonou a Ferrari para voltar à Maserati, ganhando o quinto título mundial com performances extraordinárias. No circuito alemão de Nürburgring e tripulando um leve Maserati 250F, após um problema no reabastecimento, teve que vir correndo de trás e faltando uma volta conseguiu passar as duas Ferraris oficiais diante do assombro do público e de seus rivais por seu virtuosismo. Isso lhe rendeu o prêmio anual da Academia Francesa de Esportes por ser o autor da mais impressionante façanha esportiva do mundo.Em fevereiro de 1958, quando Fangio se encontrava em Havana para correr o Grand Prix de Cuba, foi sequestrado a ponta de pistola por membros da guerrilha de Fidel Castro e Che Guevara , que com isso pretendia chamar a atenção e difundir os ideais revolucionários. Apesar de que esteve capturado por 29 horas, Fangio foi bem tratado pelos sequestradores e nunca guardou rancor porque acreditava que tudo havia sido por uma causa nobre.Depois do Grand Prix da França de 1958, ele se retira do automobilismo, já sem ter que provar mais nada a ninguém, dizendo apenas "Acabou". Voltou a sua oficina com a consciência de ter salvo a F1 pós Le Mans e de ter estabelecido um padrão de excelência e domínio da máquina que provavelmente nunca serão igualados. Fangio faleceu tranquilamente no dia 17 de julho de 1995, aos 84 anos. De todos aqueles que o seguiram, escolheu Jim Clark e Ayrton Senna como os pilotos que mais se aproximaram a suas habilidades. Fangio ao volante Fangio se referia ao automobilismo sob duas perspectivas: como uma ciência que demandava um estudo exaustivo e ao mesmo tempo como uma arte que deveria ser cuidada como tal; costumava compará-lo à pintura e à musica.
Eva Perón (Evita)

Eva Perón (Evita)

Maria Eva Duarte, como nasceu; Eva Perón, como ficou conhecida em seus últimos anos; ou Evita, como o povo a batizou, foi uma figura marcante que definiu uma modalidade política nunca vista até então. Durante o breve período de sua atuação, ao lado de Perón, se tornou a alma do movimento peronista, em sua essência e em sua voz. Adorada e ao mesmo tempo odiada por milhões de argentinos, o que jamais provocou foi a indiferença. Biografia «Se me perguntassem o que eu prefiro, minha resposta não demoraria em sair de mim: gosto mais do meu nome de povo. Quando um garoto me chama de "Evita", me sinto mãe de todos os garotos e de todos os fracos e humildes da minha terra. Quando um operário me chama de "Evita", me sinto com orgulho companheira de todos os homens.» (Fragmento do livro "A razão da minha vida" escrito por Eva Perón em 1951). Maria Eva Duarte nasceu na pequena cidade de Los Toldos, província de Buenos Aires, em 7 de maio de 1919. Ela, sua mãe Juana Ibarguren e seus quatro irmãos formavam a família irregular de Juan Duarte, que morreu quando Evita tinha seis ou sete anos. Nessa época, mudaram-se para a cidade de Junín, onde Eva permaneceu até 1935.Sentindo-se asfixiada pelo ambiente de cidade do interior, com apenas 15 anos Eva decide se mudar para Buenos Aires em busca de ser atriz. Sozinha, sem recursos nem educação, enfrenta-se com um mundo hostil e difícil, cujas regras desconhece. Mas triunfa: chega a ser atriz de certo nome, apesar de não ter maiores dotes teatrais, a sair em capas de revistas e a encabeçar um programa de rádio muito escutado.Mas seu destino era outro. Em janeiro de 1944, Maria Eva Duarte conhece o coronel Juan Domingo Perón em um festival que a comunidade artística realizava em benefício das vítimas de um terremoto que havia destruído a cidade andina de San Juan poucos dias antes. No mês seguinte, já estavam morando juntos e dois anos mais tarde regularizaram a relação, contraindo matrimônio em um cerimônia íntima e que não transcende ao público.Em fevereiro de 1946, após uma campanha eleitoral na qual a presença de Evita foi marcante, Perón é eleito presidente.A oposição transferiu a ela a antipatia e a rejeição que sentiam por Perón. A ascensão vertiginosa "dessa mulher" de origem humilde, passado duvidoso e apenas 27 anos foi para muitos argentinos um motivo mais de repúdio.No seu papel primeira-dama, Eva Perón desenvolveu um trabalho intenso, tanto no aspecto político quanto no social. No que diz respeito à política, trabalhou intensamente para obter o voto feminino e foi organizadora e fundadora da ala feminina do movimento peronista. Essa organização se formou recrutando mulheres de distintos setores sociais por todo o país.No aspecto social, seu trabalho se desenvolveu na Fundação Eva Perón, mantida por contribuições de empresários e por doações dos próprios trabalhadores. Criou hospitais, lares para idosos e mães solteiras, dois policlínicos, escolas e até uma Cidade Infantil. Durante o ano, presenteava e socorria os necessitados, além de organizar torneios esportivos infantis e juvenis.O outro baluarte, e talvez eixo principal de sua popularidade, formou-se em torno dos sindicalistas e da facilidade e carisma de Evita para se conectar com as massas trabalhadoras, às quais ela chamava de seus "descamisados".Eva Perón faleceu no dia 26 de julho de 1952, com apenas 33 anos e sem deixar filhos, por ocasião de um câncer de útero. A dor popular não a abandonou em um velório que durou mais de 15 dias, e não a abandonaria jamais. No imaginário popular, Evita se tornou para muitos uma espécie de santa padroeira. Discurso no dia da lealdade peronista (1951)
Ástor Piazzolla

Ástor Piazzolla

A música de Ástor Piazzolla é, sem dúvida, uma das maiores expressões artísticas que a Argentina deu ao mundo. Incorporando ao tango tradicional recursos da música clássica e do jazz, Piazzolla conseguiu um resultado formidável e extremamente inovador, sofisticando esse ritmo portenho e revolucionando para sempre seus conceitos. Biografia «Comigo acontece que quando conseguem me entender eu já estou mudando. Foi assim a vida inteira.» Ástor Pantaleón Piazzolla nasceu em 11 de março de 1921 na cidade argentina de Mar del Plata, tendo sido filho único de um casal de imigrantes italianos. Em 1925, a família se radicou em Nova York, onde permaneceria por mais de uma década. Ástor se envolveu com a música desde cedo: aos 8 anos ganhou de seu pai seu primeiro bandoneón e aos 9 começou a estudar música clássica com um pianista húngaro.Aos 14 anos, teve um encontro quase místico com Carlos Gardel , ao participar como extra no filme "El Día que me Quieras" . O pequeno bandoneonista foi inclusive convidado para integrar a nova turnê de Gardel, mas seus pais não o autorizaram. Meses depois, Gardel e sua equipe faleceriam em um acidente de avião.Em 1937, a família Piazzolla retornou definitivamente a Mar del Plata, onde Astor fez suas primeiras apresentações. Porém, sua carreira começou verdadeiramente quando decidiu se mudar a Buenos Aires e conseguiu ser contratado em 1939 como bandoneonista na orquestra do maestro Aníbal Troilo, apresentando-se em muitos cabarets da cidade. Apesar da amizade e da confiança estabelecidas com Troilo, ao completar 23 anos Piazzolla sentiu a necessidade de se afastar do tango para evoluir musicalmente. A partir de então, se tornou aluno do eminente músico clássico argentino Alberto Ginastera e começou a compor uma série de peças eruditas. Suas maiores influências foram Bach e Stravinsky.Em 1952, ganhou uma bolsa do governo francês para estudar com a legendária Nadia Boulanger, quem o incentivou a seguir seu próprio estilo. Em 1955, de volta a casa, Ástor forma o Octeto Buenos Aires . Sua seleção de músicos termina delineando arranjos atrevidos e timbres pouco habituais para o tango, como a introdução de guitarra.A presença de Piazzolla gerou receios, inveja e admiração entre a comunidade tangueira. Sua música foi alvo de fortes críticas e chamá-la de tango era visto como uma grande afronta. Ironicamente, ele chegou a denominar seu estilo de "música popular contemporânea da cidade de Buenos Aires". Mas isso não era tudo: Ástor provocava a todos com sua vestimenta informal, com sua pose para tocar o bandoneón (de pé, quando a tradição era sentado) e com declarações que mais pareciam desafios.A formação preferida dos anos seguintes foi o quinteto. Se bem estava longe de ser massivo, com Adiós Nonino, Decarísimo e La muerte del ángel começou a trilhar um caminho de sucesso que teria picos na musicalização de poemas de Jorge Luis Borges (1965), na composição da ópera-tango María de Buenos Aires (1968) e da canção Balada para un Loco (1969) junto ao poeta Horacio Ferrer, na colaboração com o saxofonista Gerry Mulligan (1974) e em concertos memoráveis no Philarmonic Hall de Nova York (1965) e no Teatro Colón de Buenos Aires (1972 e 1983), entre outros.Em seus últimos anos, Piazzolla preferiu se apresentar em concertos como solista acompanhado por uma orquestra sinfônica, com uma ou outra apresentação com seu grupo. Foi assim que percorreu o mundo e ampliou a magnitude de seu público em cada continente pelo bem e a glória da música de Buenos Aires.Ástor Piazzolla casou-se duas vezes e teve dois filhos. Faleceu no dia 4 de julho de 1992, quase dois anos depois de sofrer um derrame cerebral. Seus restos descansam em um cemitério particular nas aforas de Buenos Aires. Piazzolla e o bandoneón (1986)
Che Guevara

Che Guevara

Ernesto Che Guevara foi um dos líderes políticos mais influentes da sua época, transformando-se no emblema do revolucionário latino-americano. No entanto, sua figura sempre gerou enorme controvérsia. Se por um lado sua atitude selvagem e romântica o torna um exemplo de rebeldia contra o sistema e de total entrega aos ideais socialistas, por outro lado questiona-se o uso intensivo da luta armada como método de liberação. Biografia «Nasci na Argentina; não é um segredo para ninguém. Sou cubano e também sou argentino e, se não se ofendem as ilustríssimas senhorias da América Latina, me sinto tão patriota da América Latina, de qualquer país da América Latina, que no momento em que fosse necessário, estaria disposto a entregar minha vida pela liberação de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada a ninguém, sem exigir nada, sem explorar ninguém.» (Fragmento de discurso na ONU, 1964) Ernesto Guevara nasceu circunstancialmente na cidade argentina de Rosário no dia 14 de maio de 1928, mudando-se poucas semanas depois para a casa oficial da família em Buenos Aires. Seus pais, Ernesto Guevara Lynch e Cecilia de la Serna, eram ambos de origem aristocrática e juntos tiveram outros quatro filhos. Desde pequeno, o menino Ernesto sofria ataques de asma e, por recomendação médica, em 1932 a família se muda para as serras da província argentina de Córdoba.Ernesto estudou grande parte do ensino fundamental em casa com sua mãe. Na biblioteca dos Guevara encontrou obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência. Em 1947, entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença e desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra.Durante 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado, percorrendo o sul da Argentina, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela. A viagem foi uma vivência íntima e profunda das mazelas físicas e sociais padecidas pelos povos da região. Ernesto regressa a Buenos Aires decidido a terminar o curso e no dia 12 de julho de 1953 recebe o título de médico. Poucos dias depois, inicia sua segunda viagem pela América Latina. Nessa oportunidade visita Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Ao visitar as minas de cobre, as povoações indígenas e os leprosários, Ernesto dá mostras de seu profundo engajamento social, vai crescendo e agigantando sua mente revolucionária e seu firme anti-imperialismo. Na Guatemala conhece Hilda Gadea, com quem se casa e de cuja união nasce sua primeira filha. Convencido de que a revolução era a única solução possível para acabar com as injustiças sociais existentes na América Latina, em 1954 Guevara marcha rumo ao México. Lá se une ao movimento integrado por revolucionários cubanos seguidores de Fidel Castro, incluindo seu irmão Raul Castro e guerrilheiros como Camilo Cienfuegos e Juan Almeida. É aí quando recebe o apelido de "Che" por sua origem argentina. Em 1958, Fidel e os guerrilheiros invadem Cuba. Che os acompanha, primeiro como doutor e logo assumindo o comando do exército revolucionário. Finalmente, no dia 1 de janeiro de 1959, as tropas rebeldes derrubam o regime do ditador pró-Estados Unidos Fulgencio Batista. É o triunfo da Revolução Cubana e o começo de uma nova era para a ilha. A partir de então, Che Guevara se transforma na mão direita de Fidel Castro no novo governo de Cuba. É nomeado Ministro da Indústria e posteriormente Presidente do Banco Nacional. Desempenha simultaneamente outras tarefas diversas, de caráter militar, político e diplomático. Em 1959 casa-se, em segundas núpcias, com sua companheira de luta, Aleida March de la Torre, com quem terá mais quatro filhos. Visitam juntos vários países comunistas da Europa Oriental e da Ásia. Oposto energicamente à influência norte-americana no Terceiro Mundo, a presença de Guevara foi decisiva na configuração do regime de Fidel e na aproximação cubana ao bloco comunista, abandonando os tradicionais laços que tinham unido Cuba e Estados Unidos. Em 1962, após uma conferência no Uruguai, Che volta à Argentina e também visita o Brasil. Posteriormente, viaja a vários países africanos. No Congo, se une à luta dos revolucionários antibelgas, levando uma força de 120 cubanos. Após diversas batalhas, são finalmente derrotados em 1965. Desde então, Che deixa de aparecer em atividades públicas. Sua missão como embaixador das ideias da Revolução Cubana tinha chegado ao fim. Em 1966, junto a Fidel, prepara uma nova missão na Bolívia, como líder dos camponeses e mineiros contrários ao governo militar. A tentativa finalmente se frustra, terminando em sua captura e posterior execução no fatídico dia 9 de outubro de 1967.Pensamento O SOCIALISMO E O HOMEM EM CUBA (1965) «O caminho é longo e cheio de dificuldades. Às vezes, por extraviar a estrada, temos que retroceder; outras, por caminhar depressa demais, nos separamos das massas; em ocasiões, por ir lentamente sentimos de perto o hálito daqueles que pisam nos nossos calcanhares. Em nossa ambição de revolucionários, tentamos caminhar o mais depressa possível, abrindo caminhos, mas sabemos que temos que nutrir-nos da massa e que esta só poderá avançar mais rápido se for inspirada com o nosso exemplo.» MENSAGEM AOS POVOS DO MUNDO (1967) «Toda a nossa ação é um grito de guerra contra o imperialismo e um clamor pela unidade dos povos contra o grande inimigo do gênero humano: os Estados Unidos da América do Norte. Em qualquer lugar que a morte nos surpreenda, que seja bem-vinda, sempre que esse, nosso grito de guerra, tenha chegado até um ouvido receptivo, e outra mão se estenda para empunhar nossas armas, e outros homens se prestem a entoar os cantos pesarosos com estrondos de metralhadoras e novos gritos de guerra e de vitória.» DISCURSO NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU (1964)
Quino (Mafalda)

Quino (Mafalda)

Quino é o grande cartunista argentino, criador da querida personagem Mafalda e de muitos outros quadrinhos de humor. Sua marca distintiva é a crítica social sagaz, inteligente e sempre atual, que há décadas vem encantando crianças e adultos mundo afora. Biografia «Não é necessário dizer tudo o que se pensa; o que sim é necessário é pensar tudo o que se diz.» Quino nasceu como Joaquín Salvador Lavado no dia 17 de julho de 1932 em Mendoza, Argentina. Recebeu o apelido desde pequeno, para diferenciá-lo de seu tio Joaquín Tejón, pintor e desenhista publicitário, com quem aos 3 anos descobriu sua vocação. Seus dois pais eram espanhóis de Andaluzia, mas ambos faleceram quando Quino ainda era criança. Após terminar a escola primária, o pequeno Joaquín decidiu inscrever-se na Escola de Belas Artes de Mendoza, a qual abandonaria anos depois para dedicar-se exclusivamente a desenhar quadrinhos.Em 1954, com 18 anos, Quino instalou-se precariamente em Buenos Aires e perambulou pelas redações de todos os jornais e revistas em busca de emprego. A revista Esto Es publicou sua primeira página de humor gráfico. Em 1963, lançou seu primeiro livro, Mundo Quino , uma recompilação de quadrinhos humorísticos mudos.Em 29 de setembro de 1964, aparece Mafalda pela primeira vez na revista Primera Plana. A simpática personagem, originalmente criada para a publicidade nunca lançada de uma marca local de eletrodomésticos, terminou fazendo um enorme sucesso e até hoje continua sendo a história em quadrinhos latino-americana mais vendida do mundo. A partir de 1965, Mafalda começa a ser publicada no jornal El Mundo e posteriormente na revista Siete Días Ilustrados . Por decisão de Quino, a última tirinha foi impressa em 25 de junho de 1973.Apesar de ter deixado de desenhar a Mafalda, continuou produzindo quadrinhos de humor gráfico, os quais foram compilados em diversos livros e publicados em uma grande quantidade de jornais e revistas da América Latina e da Europa.Ao longo de sua carreira, além da enorme repercussão de seu trabalho mundo afora, Quino recebeu diversos reconhecimentos nacionais e internacionais. Em 2014, quando se completaram seus 60 anos no humor gráfico e os 50 anos de Mafalda, o cartunista foi galardoado pela França com a Ordem Oficial da Legião de Honra, a distinção mais importante do governo francês a estrangeiros, e pela Espanha com o não menos valioso Prêmio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades.Quino é casado desde 1960 com Alicia Colombo e não tiveram filhos. Ambos moram em Milão, Itália, desde 1976.Mafalda«Já que amar-nos uns aos outros não dá certo, por que não tentamos amar-nos os outros aos uns?» Mafalda é a personagem ícone de Quino e um verdadeiro fenômeno mundial até hoje, apesar de que suas histórias foram publicada apenas de 1964 a 1973. Através da aparentemente inocente garotinha de 6 anos, de sua família e de seus amigos Susanita, Manolito, Felipe, entre outros, o desenhista reflete sobre a política, a economia e a sociedade em geral, sempre com um toque de humor. A menina Mafalda ama os Beatles, a democracia, os direitos das crianças, a leitura, a paz e as panquecas. Odeia James Bond, as armas, a guerra e tomar sopa. E sonha com "consertar" o mundo.Mafalda foi levada a mais de 30 países, virou garota-propaganda de diversas campanhas, foi motivo de cartões-postais e de selos, e foi homenageada em dezenas de exposições na Argentina e no exterior. Sua vigência é um grande reconhecimento à qualidade do trabalho de Quino e ao carisma dos personagens que criou, e não deixa de ser também uma prova de que o mundo não mudou tanto desde então.São várias as publicações de Mafalda em português do Brasil: os gibis "Mafalda" vol. 1 ao 10, "Mafalda inédita", o compilado de todas as tirinhas "Toda Mafalda", entre outros. Atualmente também estão disponíveis em formato digital (em espanhol) no site oficial .As historinhas da turma da Mafalda ganharam versão animada em duas oportunidades: em 1981/82 com um filme de 75 minutos produzido por Daniel Mallo ("Mafalda, la película" na Argentina ou "El mundo de Mafalda" na Espanha); e em 1993, com a produção de mais de cem episódios mudos de cerca de minuto de duração, dirigidos pelo cubano Juan Padrón. MAFALDA, O FILME (1981)
Diego Maradona

Diego Maradona

Maradona é considerado de forma unânime como um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos. A magia de sua camisa 10 perdura na memória dos argentinos, e também dos napolitanos, em uma espécie de veneração e agradecimento eterno pela alegria proporcionada pelo craque. Em sua galeria de jogadas antológicas está o polêmico gol "mão de deus", além do gol mais espetacular do século. Os excessos e controvérsias de sua vida privada exacerbam o lado mais humano de uma figura que há tempos se tornou legendária. Biografia «O futebol é o esporte mais bonito e mais sadio do mundo. [...] Eu errei e paguei, mas a bola não se mancha.» (No discurso de seu jogo de despedida, em 2001) Diego Armando Maradona nasceu no dia 30 de outubro de 1960, em um bairro precário do subúrbio de Buenos Aires chamado Villa Fiorito . Filho de um operário, começou a jogar futebol aos 9 anos em um time infantil, Los Cebollitas . Em 1976, aos 15 anos, foi contratado pelo Argentinos Juniors, um time de primeira divisão. Um ano depois foi convocado para jogar na seleção nacional. Era chamado de "el pibe de oro" ("o garoto de ouro").Aos 17 anos, já estava entre os 25 melhores jogadores argentinos, mas não maduro o suficiente para fazer parte do time que consagrou a Argentina como campeã do mundo na copa que o país sediou em 1978. Em 1979, Diego foi o capitão do time que ganhou o campeonato mundial sub-20 no Japão.Em 1980, foi vendido ao Boca Juniors, um dos maiores times da Argentina, e dois anos mais tarde ao Barcelona da Espanha, por uma cifra recorde. No Mundial de 1982 na Espanha, a performance de Maradona deixou bastante a desejar. Já em 1984, foi contratado pelo Napoli da Itália e lá teve um desempenho brilhante, conquistando dois campeonatos italianos (1987 e 1990), uma Copa Itália (1987), uma Copa UEFA (1989) e uma Supercopa Italiana (1990).Seu auge como jogador foi na Copa do Mundo de 1986 no México, quando conduziu a vitória da seleção argentina contra a Alemanha (3-2) na final. Nesse mesmo mundial, um inspirado Maradona marcou no jogo contra a Inglaterra das quartas de final dois de seus gols mais memoráveis: o gol de mão que ficou conhecido como "mão de deus", e a jogada que logo viria a ser eleita como o "gol do século": partindo do campo de defesa argentino, driblou 5 rivais e também o goleiro antes de meter a bola na rede. A vitória por 2-1 garantiu a eliminação da Inglaterra e representou, no plano simbólico, uma espécie de redenção para os argentinos, que tinham sofrido a Guerra das Malvinas apenas 4 anos antes.Na Copa do Mundo de 1990 na Itália, Maradona levou a Argentina à final, mas tiveram que se contentar com um segundo lugar, perdendo por 1-0 contra a Alemanha.A relação de Maradona com as drogas se tornou pública pela primeira vez em 1991, quando foi expulso do Napoli após falhar em um teste anti-doping . Voltou então à Espanha, jogando pelo Sevilla, e logo à Argentina para jogar pelo Newell's Old Boys. Esse problema com as drogas voltaria a ser um pesadelo na Copa de 1994 nos Estados Unidos, quando o a nti-doping detectou que ele havia utilizado a substância "ephedrina" e a FIFA o proibiu de jogar por um ano. A seleção argentina, que dependia muito de seu capitão, acabou sendo eliminada nas oitavas de final.Passada a suspensão, Diego voltou ao Boca Juniors e jogou no clube até se retirar definitivamente dos campos em 30 de outubro de 1997, dia do seu 37° aniversário. Durante 2000, sofreu uma recaída e foi internado em uma clínica de reabilitação em Cuba, país onde terminou morando por vários anos. Nessa etapa, também decidiu escrever seu primeiro livro autobiográfico intitulado "Yo soy el Diego" .O esperado jogo de despedida só ocorreu em novembro de 2001, em um estádio La Bombonera repleto de estrelas do futebol e de fiéis adoradores.Em 2003, terminou um longo relacionamento com Claudia Villafañe, mãe de suas filhas Dalma e Giannina. Também se separou de seu representante e amigo de longa data, Guillermo Coppola. Em 2005, recuperado e de volta à Argentina, ele aceitou o desafio de apresentar seu próprio programa de televisão, "La noche del 10" , onde recebeu grandes convidados nacionais e internacionais, como Pelé (eterno rival), Xuxa, Roberto Bolaños, Fidel Castro e Mike Tyson.Aceitando outro desafio, Diego se desempenhou como técnico da seleção argentina entre 2008 e 2010, tendo levado a equipe albiceleste até as quartas de final da copa da África do Sul. Nos anos seguintes, foi técnico do time Al Wasl FC de Dubai e também atuou como embaixador esportivo dos Emirados Árabes.Em julho de 2016, lançou seu segundo livro "México 86. Mi Mundial, mi verdad. Así ganamos la Copa" , em comemoração aos 30 anos do último campeonato mundial conquistado pela Argentina.Estatísticas Jogos e gols por timeSeleção argentina (1977-1994) 91 jogos 34 golsSeleção argentina sub-20 (1977-1979) 24 jogos 13 golsArgentinos Juniors (Argentina, 1976-1980) 166 jogos 116 golsBoca Juniors (Argentina, 1981 e 1995-1997) 71 jogos 35 golsFC Barcelona (Espanha, 1982-1984) 58 jogos 38 golsSSC Napoli (Itália, 1984-1992) 259 jogos 115 golsSevilla FC (Espanha, 1992-1993) 30 jogos 7 golsNewell's Old Boys (Argentina, 1993-1994) 5 jogos 0 golsTOTAL 704 jogos 358 gols Títulos conquistados1979 . Copa do Mundo Sub-20 (Seleção argentina)1981 Torneio Metropolitano Argentino (Boca Juniors)1983 Copa do Rei da Espanha (FC Barcelona)1983 Copa da Liga Espanhola (FC Barcelona)1984 Supercopa Espanhola (FC Barcelona)1986 Copa do Mundo (Seleção argentina)1987 Liga Italiana Série A (SSC Napoli)1987 Copa Itália (SSC Napoli)1989 Copa UEFA (SSC Napoli)1990 Liga Italiana Série A (SSC Napoli)1990 Supercopa Italiana (SSC Napoli)1993 Copa Artemio Franchi (Seleção argentina) Principais PRÊMIOS E RECORDES individuaisGoleador Goleador do Torneio Metropolitano Argentino (1978/79/80 - AFA) Goleador do Campeonato Nacional Argentino (1979/80 - AFA) Segundo goleador da Copa do Mundo no México (1986 - FIFA) Goleador da Liga Italiana Série A (1987 - Lega Calcio ) Goleador da Copa Itália (1988 - Lega Calcio )Melhor jogador      Melhor jogador da Copa do Mundo Sub-20 no Japão (1979 - FIFA) Jogador do ano (1979/80/81 - Jornalistas credenciados na AFA) Bola de Ouro da Copa do Mundo no México (1986 - FIFA) Melhor jogador do mundo (1986 - revista World Soccer ) Melhor jogador do mundo (1986/87 - revista Onze ) Melhor jogador argentino de todos os tempos (1993 - AFA) Bola de Ouro Honorífica * (1995 - revista France Football ) "Jogador do século" (2000 - votação popular feita pela FIFA)Outros Recorde de jogos como capitão em Copas (16 jogos, 1982-94, FIFA) Recorde de faltas sofridas em um jogo (23 faltas, 1982, FIFA) Recorde de faltas sofridas em uma Copa (53 faltas, 1986, FIFA) Embaixador da UNICEF (1985 - ONU) "Mestre Inspirador de Sonhos" (1995 - Universidade de Oxford) Autor do "Gol do século" (2002 - votação popular feita pela FIFA) * Até 1995, a Bola de Ouro era um prêmio entregue anualmente pela revista France Football somente a jogadores com cidadania europeia. Como Maradona não cumpria com essa condição em anos anteriores, foi-lhe entregue o prêmio honorífico por sua trajetória. A Bola de Ouro da FIFA, por sua vez, só era entregue em Copas do Mundo até 2010, quando se fundiu com o prêmio da revista francesa e passou a ser anual. GOLS "mão de DEUS" e "Gol do século" (1986)

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